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  • Foto do escritorPet Land

Cães de Chernobyl podem ser geneticamente diferentes devido à radiação

O acidente nuclear que ocorreu em Chernobyl em 1986, mesmo tendo sido evacuado, levou a inúmeros mortos, tanto animais como pessoas, devido a dose letal de radiação a que ficaram expostos. Ainda assim, existem actualmente populações de cães selvagens naquela zona.


Fonte: aventurasnahistoria.uol.com.br


A cidade local Pripiat, vizinha a Usina (local onde ocorreu o acidente), foi evacuada apenas após algumas horas. Actualmente existe a Zona de Exclusão de Chernobyl (ZEC) ao redor do local onde ocorreu o desastre nuclear.


Nesta zona, existem populações de cães selvagens, tendo sido efectuado um estudo por cientista norte-americanos, que revelou que são geneticamente diferentes entre si e entre outras populações de outras partes do mundo, segundo a revista científica 'Science Advances'.


Acredita-se que estes cães sejam descendentes de animais de estimação deixados pela população que lá habitava, os cães tornaram-se os candidatos ideais para perceber os efeitos genéticos a longo prazo de ambientes muito radioactivos na saúde nas populações de mamíferos.


A equipa dividiu os indivíduos em 3 populações diferentes e identificou 15 estruturas familiares complexas exclusivas da população de Chernobyl em comparação com outros cães do mundo e com amplas variações genómicas dentro e entre as localizações geográficas da ZEC, sugerindo que esses cães se movem entre locais, vivem próximos uns dos outros e reproduzem-se livremente.


Este estudo conclui que “a população canina de Chernobyl tem grande potencial para informar estudos sobre a gestão de recursos ambientais numa população ressurgente”.


A análise do genoma revelou que as três populações de cães que vivem em Chernobyl, e em seus arredores, eram geneticamente distintas; algo que surpreendeu os cientistas, que especulavam que os cães poderiam se ter misturado ao longo do tempo que seriam praticamente os mesmos.


O estudo apresenta a primeira caracterização de uma espécie doméstica em Chernobyl, estabelecendo sua importância para estudos genéticos sobre os efeitos da exposição à radiação ionizante de baixa dose e longa duração.

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