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Lagarta do Pinheiro e os cães

A lagarta do pinheiro, nome científico Thaumetophoea pityocampa, também conhecida como processionária, é um insecto que ataca esta árvore, provoca o seu enfraquecimento e consequente morte.


Está presente em todo o território português devido ao elevado número de pinheiros existentes de Norte a Sul e nas Ilhas.


Em contacto com os humanos e os animais, este insecto também apresenta riscos, pois tem como consequência efeitos nocivos graves.


No Homem, pode provocar irritações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório, enfraquecimento e vertigens.


No caso dos cães, o contacto com este insecto pode provocar irritações cutâneas, oculares, inflamação da zona da boca, que, em casos mais graves, pode causa perda de parte da língua e dos lábios ou até mesmo, ser fatal, uma vez que o animal pode asfixiar.


As lagartas vivem em ninhos provisórios que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo, chamado o ninho de inverno, para se protegerem das baixas temperaturas, é lá que permanecem em crescimento activo. Estes ninhos localizam-se nas copas dos pinheiros e têm forma de novelo de seda.

Exemplo de ninho de largarta do pinheiro

Por norma, entre os meses de Janeiro a Abril, as lagartas descem dos ninhos para se deslocarem e enterrarem no solo para continuarem o seu ciclo de desenvolvimento. Esta deslocação é feita em fila formando as procissões, que foi de onde surgiu o nome processionária.

Deslocação das lagartas em procissões

Estas lagartas têm à sua superfície 8 receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes. Ao deslocarem-se abrem esses receptáculos e libertam milhares de pêlos, o que aumenta a probabilidade de intoxicação ao entrar em contacto com esta espécie.


Por norma, os mais afectados são cães e crianças que, por curiosidade, acabam por tocar nos pêlos destes animais com aspecto ''fofinho e peludo''.


Os pêlos funcionam como ''agulhas'' que injetam as substância tóxicas na pele e mucosas, podendo originar graves problemas para a saúde pública pelas suas características urticantes, provocando graves alergias.


Sintomas nos cães


Os sinais clínicos mais frequentes nos cães após o contacto com este insecto incluem:

  • Inflamação da boca, língua e lábios

  • Inflamação das pálpebras e úlceras na córnea

  • Inflamação da cavidade nasal

Os sinais clínicos apresentam-se maioritariamente na zona da cabeça, uma vez que o cão, por curiosidade, cheira, lambe ou toca no insecto.


Tratamento


Não há um tratamento específico para a intoxicação por esta lagarta e, por isso, prevenir é o melhor.

É necessário estar atento entre o Outono e a Primavera, evitar espaços com pinheiros ou cedros nesta altura.

Se tiver árvores deste tipo no seu jardim, deve aplicar iscos, destruir os ninhos e ainda aplicar um insecticida para a lagarta do pinheiro.


Se suspeita que o seu animal esteve em contacto com este insecto, lave de imediato e de forma abundante a zona afectada, para remover os pêlos que ainda possam lá permanecer.


De seguida dirija-se de imediato a um Hospital Veterinário com serviço de urgências disponível, a vida do seu animal pode estar em risco.

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