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  • Foto do escritorPet Land

Leishmaniose

Atualizado: 12 de fev. de 2022

A Leishmaniose visceral é uma doença infecciosa causada pelo parasita Leishmania infantum e transmitida pela picada de flebótomos, mosquitos, Phlebotomus.


Esta doença afecta vários animais, incluindo o Homem e os cães, sendo por isso, considerada uma zoonose.

No entanto, nos humanos, a doença é de prognóstico maioritariamente favorável, a espécie mais afectada por esta doença é o cão, podendo ser fatal.


O mosquito que transmite esta doença tem actividade predominante ao nascer e ao pôr-do-sol. Depois da picada, o animal fica infectado e, nessa zona, dá-se a multiplicação do vírus. Quando a resposta imunitária do animal falha, os parasitas começam a disseminar-se pelo corpo todo, mais especificamente, medula óssea, baço e fígado, causando uma doença crónica ou, até mesmo, fatal.


Sintomas


Nem sempre os sintomas da doença são evidentes, o período de incubação é muito variável, podendo ser de apenas 5 meses até vários anos.


Os sinais mais comuns são: febre, queda do pêlo (principalmente à volta dos olhos), perda de peso progressiva, diminuição do apetite, intolerância ao exercício físico, atrofia muscular, feridas na pele derivado a alopécia (perda de pêlo) com descamação seca, começando na cabeça e manifestando-se no resto do corpo gradualmente, e também, úlceras crónicas, manifestadas principalmente na cabeça e membros (bordo auricular e entre os dedos).

Ocorre também problemas nas unhas, e eventual inflamação dos gânglios, do fígado ou do baço, ou perda de sangue via nasal.


Outras queixas possíveis são: excesso de consumo de água, diarreia, vómitos, sangue nas fezes, claudicação, etc. A Insuficiência Renal Crónica é uma das causas indicativas de doença terminal devido à leishmaniose, sendo diagnosticado numa fase já muito avançada da doença.


Contágio


Os cães são particularmente vulneráveis às picadas dos flebótomos nas horas em que estes se encontram mais activos: ao amanhecer e ao anoitecer.

Os flebótomos são comuns no sul da Europa, países e regiões da bacia mediterrânica constituem zonas de elevado risco, sendo que Portugal está também sob risco de contágio por flebótomos.


Diagnóstico


Através de análises ao sangue, que inclui realização de hemograma, perfil bioquímico e detecção de anticorpos anti-leishmania no soro.

Os cães, quer sintomáticos, quer assintomáticos, demonstram, na maioria das vezes, anticorpos, existindo vários métodos de detecção.

As Leishmanias também podem ser observadas directamente no sangue através de citologia e/ou histopatologia, no entanto, este procedimento não é muito comum.


Tratamento/Cura


É importante que perceba que não existe cura para a Leishmaniose Canina e que, mesmo quando o animal sobrevive, acaba por se tornar um doente crónico, que necessitará de um acompanhamento médico veterinário até ao final da sua vida.


Como proteger o meu cão?


Como os cães são o maior reservatório da leishmaniose, é muito importante a prevenção e controlo da doença, podendo ser realizada através do uso de insecticidas para prevenir a “picada” do mosquito. Esta prevenção é conseguida através de coleiras insecticidas e medicamentos. Pode ainda prevenir a doença da leishmaniose através da vacina contra a Leishmaniose Canina.


Podem ser adoptadas boas práticas para a prevenção da picada do mosquito, nomeadamente:

  • manter os os cães recolhidos ao entardecer e ao amanhecer;

  • reduzir a intensidade luminosa em casa (os flebótomos voam na direcção da luz).

Deve também evitar deixar portas e janelas abertas ou, em alternativa, usar redes mosquiteiras.


O primeiro passo deverá ser um diagnóstico precoce, antes de vacinar o seu cão, deverá levá-lo ao Veterinário para fazer exames e assegurar que este se encontra saudável.


É muito importante aconselhar-se com o Médico Veterinário acerca da melhor maneira de prevenção e do controlo periódico da titulação de anticorpos.



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